Deputado Gilmar Júnior propõe regulamentação de escolas técnicas de saúde privadas em Pernambuco

Deputado Gilmar Júnior propõe regulamentação de escolas técnicas de saúde privadas em Pernambuco


Projeto estabelece critérios de funcionamento, qualificação docente e estágio supervisionado para garantir qualidade na formação e segurança da população

O deputado estadual Gilmar Júnior (PV) destacou, nesta quarta-feira (15), a importância dos avanços na tramitação do Projeto de Lei nº 3065/2025, de sua autoria, que propõe uma nova regulamentação para a implantação e o funcionamento de escolas técnicas de saúde privadas em Pernambuco. A iniciativa prevê a adoção de normas mais rigorosas para o credenciamento, a estrutura física, o corpo docente e a oferta de estágio supervisionado nessas instituições.

O objetivo da proposta é assegurar a qualidade da formação de profissionais de nível médio na área da saúde, além de proteger a população atendida por esses trabalhadores. De acordo com o texto, o funcionamento das instituições ficará condicionado ao credenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC) e aos órgãos estaduais competentes. O projeto também estabelece critérios mínimos de infraestrutura, como salas adequadamente equipadas, laboratórios, biblioteca atualizada e ambientes acessíveis, além do cumprimento da carga horária exigida e do equilíbrio entre atividades teóricas e práticas.

A proposta ainda determina exigências para o corpo docente, que deverá possuir formação superior na área, experiência comprovada e registro profissional ativo, quando aplicável. Outro ponto central é a obrigatoriedade do estágio supervisionado, com carga horária mínima definida e realização em unidades de saúde credenciadas, garantindo acompanhamento profissional, avaliação periódica e cumprimento dos objetivos pedagógicos.

Na justificativa, o deputado ressalta que a iniciativa busca combater a atuação de instituições irregulares que oferecem formação inadequada, com estruturas precárias, carga horária reduzida e ausência de estágios qualificados. “A regulamentação fortalece o ensino técnico em saúde, valoriza os profissionais da área e contribui para a segurança dos pacientes, que não podem continuar à mercê de profissionais oriundos de instituições que não são devidamente estruturadas e credenciadas”, afirma.

Sérgio Xavier

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