Romero Albuquerque reage à liberdade de homem que matou cachorro em Gravatá: “Estão rindo da Justiça”
Deputado cobra punição rigorosa e afirma que acompanhará o caso para evitar que morte do animal termine em impunidade
O deputado estadual Romero Albuquerque reagiu à liberdade do homem apontado como responsável pela morte de um cachorro em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. Conhecido pela atuação na defesa dos animais, o parlamentar criticou duramente o desfecho inicial do caso e afirmou que cobrará das autoridades a responsabilização do envolvido.
A indignação aumentou após declarações atribuídas ao homem de que não estaria arrependido do que fez. Para Romero, a combinação entre a gravidade do episódio e a rápida liberdade do envolvido reforça uma sensação de impunidade que precisa ser combatida.
“Um animal morreu e o cara diz que não se arrepende. E agora está solto. Que mensagem a gente está passando? Do jeito que está, quem maltrata animal não está com medo da Justiça, está rindo da cara dela”, afirmou Romero.
O deputado disse que buscará informações sobre o andamento do caso e cobrará providências dos órgãos responsáveis para que os fatos sejam devidamente apurados e, havendo comprovação da prática criminosa, que haja punição nos termos da legislação.
Romero também chamou atenção para a necessidade de respostas firmes em casos de violência contra animais. Segundo ele, episódios de grande repercussão que terminam sem responsabilização contribuem para fortalecer nos agressores a percepção de que crimes dessa natureza não terão consequências.
“Não dá para normalizar isso. Não dá para um sujeito tirar a vida de um animal, demonstrar essa frieza e achar que amanhã está tudo esquecido. Se houve crime, tem que haver responsabilização. Vou acompanhar, vou cobrar e não vou deixar esse caso cair no esquecimento”, declarou. O deputado encaminhou ao caso ao Ministério Público.
O parlamentar defende há anos o endurecimento do combate aos maus-tratos e afirma que continuará pressionando para que a legislação de proteção animal seja efetivamente aplicada.
“Lei que não chega no agressor não protege animal nenhum. A população está cansada de ver crueldade e depois assistir à sensação de que não aconteceu nada. Quem maltrata animal precisa voltar a ter medo das consequências dos seus atos”, concluiu Romero Albuquerque.
