A Advocacia Pernambucana exige maior eficiência das Diretorias Remotas do TJPE.

O excesso de prazo nos cumprimentos dos atos praticados pelas Diretorias Remotas tem causado muito mal a todos os advogados e cidadãos do nosso Estado.
Por esse sistema, os atos ordinatórios oriundos das Varas Judiciais, agora são praticados por servidores que fazem parte dessas Diretorias Remotas, ou seja, a maioria dos atos processuais que são produzidos nas Varas dos Fóruns da Justiça Estadual não podem ser praticados pelos servidores dessas Varas, e tem que ser encaminhados para essas Centrais Virtuais, localizadas nas principais regiões do Estado, com exceção dos atos urgentes.
Infelizmente, o sistema das Diretorias Remotas do TJPE não informa em que posição se encontra o ato a ser praticado (alvarás, RPV’s, precatórios e etc), seja quanto à posição numérica ou quanto à posição temporal.
O trabalho desenvolvido pelas Diretorias Remotas não tem suprido a demanda advinda das Varas Judiciais e isso tem causado muita aflição para a nossa classe de advogados, que tem que esperar por semanas e até por meses para ter o seu alvará liberado.
Para o advogado autônomo que sobrevive, unicamente, dos frutos dos seus processos, é angustiante, pois, viver sem se saber quando será confeccionado o seu alvará, causa toda espécie de ansiedade e preocupação, levando ao adoecimento de todas as vítimas desse sistema, incluindo, os cidadãos que esperam pelo recebimento dos seus créditos.
A advocacia espera que esse sistema de Diretorias Remotas consiga, ao menos, informar a ordem de espera pela qual se encontra os atos ordinatórios, para que o advogado possa se programar quanto às suas despesas correntes e àquelas que demandam um planejamento de médio e longo prazo.
A advocacia espera que o Tribunal de Justiça de Pernambuco implante um sistema de informação com a previsão de atendimento dos atos ordinatórios, principalmente, os alvarás, pelas Diretorias Remotas.
Esse sistema está acabado com a advocacia pernambucana e precisa ser revisto para o bem da sociedade que se utiliza dos serviços do Judiciário e espera por celeridade no trâmite dos processos.