O Funil do PSB: O Caminho Estreito e difícil de Batista Cabral para 2026
Por Carlos de Oliveira
A pré-candidatura de Batista Cabral à Assembleia Legislativa (Alepe) enfrenta um cenário de “tempestade”. Ao escolher o PSB, o irmão do prefeito Lula Cabral entrou naquela que analistas políticos já apelidaram de “chapa da morte”.
A lista de pré-candidatos do partido é um campo minado para quem não detém mandato. Com nomes como Sileno Guedes, Maria Arraes, Diogo Moraes, Simone Santana, Romerinho Jatobá, entre outros, a disputa interna não é apenas por votos, mas por sobrevivência.
Diferente de chapas menores, onde 30 mil votos podem eleger um deputado, o PSB exige um “piso” de votação altíssimo. Para Batista, o desafio é sair da sombra do Cabo de Santo Agostinho e conquistar bases que hoje já estão “loteadas” por esses caciques da legenda.
Embora Lula Cabral seja uma força política no Cabo, a história recente de Pernambuco mostra que a transferência de votos familiar tem limites claros.
- Desgaste de Imagem: A dificuldade em fazer Batista “decolar” reflete o esforço que Lula precisa fazer para manter sua própria base, deixando pouco capital político para exportar o irmão para outras cidades.
- Falta de Identidade Própria: Análises de bastidores indicam que Batista ainda é visto estritamente como “o irmão do prefeito”, pouco conhecido o que dificulta a penetração em eleitorados que buscam renovação ou independência política.
No PSB de 2026, não basta ser “irmão de quem é”. Sem uma estrutura que vá muito além das fronteiras municipais, Batista corre o risco real de ser apenas uma “Calda” para eleger os veteranos da casa.
