Apaf celebra 25 anos com projeto voltado ao cuidado de pessoas idosas
A Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes do Fígado (Apaf) celebra 25 anos de atuação fortalecendo o acolhimento e o apoio a pacientes em tratamento hepático com o lançamento do projeto Com-Viver, iniciativa voltada ao cuidado social e humanizado de pessoas idosas acompanhadas pela instituição. A Associação é referência no acolhimento de pacientes de Pernambuco e de outros estados que realizam tratamento na Unidade de Transplante de Fígado (UTF), no Recife.
Atualmente, a instituição recebe, em média, cerca de 800 pessoas em acompanhamento hepático, sendo aproximadamente 400 pacientes com mais de 60 anos. Muitos deles chegam à capital pernambucana vindos do interior do estado e de outras regiões do país em busca de atendimento especializado, encontrando na Apaf suporte social, acolhimento e assistência durante o tratamento.
Pioneiro no transplante de fígado em Pernambuco, o médico hepatologista e presidente da Apaf, Cláudio Lacerda, destaca que o projeto representa um novo momento da instituição. “Celebrar os 25 anos da Apaf com um projeto voltado às pessoas idosas é reafirmar nosso compromisso com o cuidado integral. Muitos pacientes chegam fragilizados, longe de casa e da família, e precisam não apenas do tratamento médico, mas também de acolhimento, dignidade e suporte emocional. O Com-Viver nasce justamente para fortalecer essa rede de cuidado humanizado”, afirma.
Com apoio do Conselho Municipal da Pessoa Idosa (Comdir), por meio de recursos arrecadados através de doações do Imposto de Renda, o projeto Com-Viver tem como foco ampliar as condições de acolhimento, acessibilidade e atendimento social e de saúde para as pessoas idosas acompanhadas pela casa de acolhimento da instituição, localizada no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.
A gerente executiva da Apaf e responsável pelo projeto, Glauce França, ressalta que a proposta busca ampliar o olhar social sobre o envelhecimento e o tratamento de doenças hepáticas. “O Com-Viver foi pensado para oferecer mais qualidade de vida, acolhimento e proteção social às pessoas idosas atendidas pela instituição. Muitas famílias enfrentam desafios emocionais, financeiros e sociais durante o tratamento, e nosso trabalho é justamente criar vínculos, orientar e garantir que esses pacientes se sintam amparados em todas as etapas desse processo”, finaliza Glauce.
