Carnaval do Cabo 2026, Entre o Abandono e o Desprezo

Carnaval do Cabo 2026, Entre o Abandono e o Desprezo
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O que se viu nas ruas do Cabo de Santo Agostinho neste Carnaval não foi a tradicional alegria do povo cabense, mas sim um retrato fiel do descaso administrativo. Enquanto o folião esperava organização, o que recebeu foi o silêncio de uma prefeitura que parece ter “tirado férias” da própria cidade.

Os rumores que sopravam antes da festa se confirmaram, sabendo que o planejamento era insuficiente e que o Carnaval seria um fiasco, o Prefeito abandonou a cidade. Sem o “capitão” no barco, o Secretário de Cultura seguiu o exemplo, mas com um detalhe, ausentou-se para cumprir sua agenda de shows particulares em outras cidades, deixando o Carnaval do Cabo à deriva.

É o cúmulo do desrespeito. Como pode um gestor de cultura preferir os palcos vizinhos enquanto os blocos da sua terra morrem por falta de apoio?

A desorganização atingiu níveis inaceitáveis. O tradicional bloco Besouro de Pontezinha viveu um verdadeiro pesadelo. Programado para ganhar as ruas às 15h30, o bloco só conseguiu sair às 20h. O motivo? O trio elétrico, enviado pela prefeitura, só deu as caras com quase cinco horas de atraso.

“A gente passa meses organizando, as famílias na rua, as crianças cansadas no sol… Tudo isso pra esperar um trio que ninguém sabia onde estava. Acabou com a dinâmica do bloco”, desabafou um folião auxiliar no bloco

O Carnaval é cultura, é economia e é a identidade de um povo. Tratar a maior festa popular do Brasil com esse amadorismo é um tapa na cara do cidadão cabense. O Cabo merece gestores que vivam a cidade, e não que fujam dela quando o trabalho aperta.

Sérgio Xavier

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