Em evento de lançamento da pré candidatura de Zema, Cabo de Santo Agostinho é apontado como uma das cidades mais violentas do Brasil e a mais violenta de Pernambuco

Em evento de lançamento da pré candidatura de Zema, Cabo de Santo Agostinho é apontado como uma das cidades mais violentas do Brasil e a mais violenta de Pernambuco

Por Yanez Freitas

Durante o evento promovido pelo governador Romeu Zema, em São Paulo, o Cabo de Santo Agostinho foi citado como a cidade mais violenta de Pernambuco. Estar presente em um ranking como esse, diante do Brasil inteiro, é algo que nos entristece e preocupa. Enquanto se discutiam alternativas e soluções para combater a criminalidade em diferentes estados, a lembrança do Cabo veio marcada por um dos piores cenários possíveis.

E é exatamente aí que está a maior contradição. O Cabo reúne atributos únicos, é dono de um litoral rico em belezas naturais, abriga o Porto de Suape, um dos maiores polos industriais e logísticos do país, e tem potencial de empregabilidade que poderia nos colocar como referência em desenvolvimento, e vários outro atributos positivos. No entanto, ao invés de ser lembrado por essas forças, nossa cidade ganha destaque pela violência e insegurança.

O que chama atenção é a ausência de uma estratégia séria e integrada para enfrentar o problema. Ao invés de ações coordenadas entre município e Estado, o que temos visto é uma disputa de narrativas, cada lado tentando transferir responsabilidades, enquanto a população segue vivendo o drama diário da insegurança. A violência não pode ser tratada como estatística ou como pauta de disputa política, ela atinge famílias, toda população, corrói a confiança social e compromete o futuro da cidade.

É preciso cobrar medidas concretas. Investimento em inteligência policial, presença efetiva do Estado nas áreas mais críticas, políticas sociais de prevenção, educação, e oportunidades para a juventude são caminhos que precisam ser priorizados. O Cabo não pode continuar sendo referência apenas em rankings negativos.

Temos riqueza natural, posição estratégica e um povo trabalhador. O que falta é vontade política real para transformar esse potencial em desenvolvimento seguro e sustentável. O Cabo de Santo Agostinho merece ser lembrado pelas suas conquistas, e não pela triste marca da violência.

Sérgio Xavier

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