Em sabatina da Fiepe, Humberto Costa aponta Petrobras como caminho para destravar a Transnordestina

Em sabatina da Fiepe, Humberto Costa aponta Petrobras como caminho para destravar a Transnordestina

O senador Humberto Costa (PT) defendeu o avanço do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina e apontou como caminho para viabilizar economicamente a obra a entrada da Petrobras como sócia do empreendimento. A avaliação foi feita durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), em que o parlamentar, candidato à reeleição, apresentou propostas para o desenvolvimento do estado.

Para o senador, os estudos já realizados demonstram a viabilidade do empreendimento, que segundo análise da Sudene deve gerar ganho social de R$ 4,7 bilhões, e a entrada da estatal seria a alternativa mais consistente. Ele explicou que a Petrobras poderia escoar a produção de óleo diesel pela ferrovia, instalar uma central de distribuição em Salgueiro e, com o avanço da linha férrea, alcançar as regiões Centro-Oeste e Sudeste por meio da Ferrovia Norte-Sul.

Humberto também defendeu a criação de um comitê estadual permanente com empresários, representantes do governo do estado, a bancada federal pernambucana, pesquisadores e a sociedade civil para acompanhar o projeto. Para ele, a decisão sobre a obra é política e exige diálogo direto com o presidente Lula, sob risco de Pernambuco ficar para trás em relação ao Ceará.

“A Petrobras pode entrar como sócia temporária desse projeto. Mais à frente, quando houver interesse de outros grupos em assumir a concessão, ela pode vender sua participação ou seguir utilizando. O importante é destravar a obra agora, porque a Transnordestina não é só importante para Pernambuco, é estratégica para todo o Nordeste”, afirmou.

Durante a sabatina, Humberto Costa também tratou de outros temas, entre eles o fim da escala 6×1. O senador defendeu a mudança e afirmou que as empresas brasileiras têm capacidade de adaptação, como já demonstraram em outros momentos de transformação na legislação trabalhista. Para ele, a medida representa um ganho concreto para o trabalhador, e que, no modelo atual, está acompanhada de um período de transição que poderá impedir demissões e garantir segurança jurídica para os empregadores.

Sérgio Xavier

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