Gestão João Campos tem contratos superfaturados e prejuízo de R$ 16 milhões, diz portal Metrópoles
A gestão do prefeito João Campos está novamente no centro de uma polêmica após uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) apontar indícios de irregularidades em contratos da Secretaria de Educação do Recife. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles, em reportagem publicada pelo jornalista Tácio Lorran.
De acordo com o relatório técnico, os auditores estimam um prejuízo superior a R$ 16 milhões aos cofres públicos em contratos relacionados a obras e serviços de engenharia executados entre 2022 e 2025. Entre as irregularidades identificadas estão supostos casos de superfaturamento, pagamentos em duplicidade, antecipação indevida de recursos, além de serviços pagos sem comprovação integral de execução.
Segundo a reportagem do Metrópoles, parte significativa do valor apontado pelo TCE está relacionada a contratos firmados entre a Secretaria de Educação do Recife e o Consórcio Sienergy, responsável pela implantação de sistemas de energia solar em escolas da rede municipal. A auditoria destaca que alguns itens contratados apresentaram preços considerados excessivos, com sobrepreço que chegou a ultrapassar 100%.
O relatório também lança novos holofotes sobre contratos que já haviam sido alvo de investigações anteriores. Conforme destaca o portal Metrópoles, os acordos analisados pelo TCE foram objeto da Operação Barriga de Aluguel, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Pernambuco, que apura suspeitas de irregularidades em licitações e contratações públicas.
A divulgação da auditoria aumenta a pressão sobre a administração municipal e reforça os questionamentos acerca da gestão de recursos públicos na Prefeitura do Recife. O caso ganha relevância por envolver contratos milionários ligados a uma das principais áreas da administração municipal: a educação.
Embora os apontamentos do Tribunal de Contas indiquem possíveis irregularidades e prejuízos ao erário, os processos ainda estão em fase de análise pelos órgãos de controle. Os responsáveis citados terão direito à apresentação de defesa antes de qualquer eventual responsabilização.
As informações são do portal Metrópoles, com base em auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).
