Gilmar Júnior pede celeridade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tramitação da PEC da Enfermagem

Gilmar Júnior pede celeridade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tramitação da PEC da Enfermagem

O deputado estadual Gilmar Júnior (PV) protocolou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta quarta-feira (1° de outubro), uma indicação ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (UB-PA), solicitando celeridade para a tramitação da PEC n° 19/2024, que trata do Piso Nacional da Enfermagem.

O parlamentar anunciou a medida ao final da audiência pública realizada na Casa, hoje, para discutir os impactos do piso no Estado. A PEC n° 19/2024 corrige a desconfiguração causada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na lei que instituiu o piso, de número 14.434/2022.

A PEC está parada na Comissão de Justiça do Senado desde 19 de fevereiro de 2025, mesmo já tendo parecer favorável do relator no colegiado, o senador Fabiano Contarato (PT-ES).

“Essa indicação significa que Pernambuco tem voz para pedir que a PEC n° 19/2024 ande, em respeito aos mais de 160 mil pais e mães de família da enfermagem no nosso Estado. Vai chegar lá no presidente do Senado esse pedido nosso enquanto categoria, para que a PEC seja respeitada”, declarou Gilmar Júnior.

Tribunal de Contas

Em outro encaminhamento da audiência, Gilmar Júnior vai acionar o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE) a respeito de valores do piso repassados ao Estado pelo Governo Federal e que estão represados na conta do Poder Executivo.

Procuradoria-Geral da Alepe

Durante a audiência pública, o representante do Governo do Estado, Bruno Carneiro, informou o que o Poder Executivo faz o pagamento do piso baseado em um parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que não é uma lei.

Gilmar Júnior anunciou que vai solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da Alepe sobre o tema para confrontar o parecer da PGE. “Se houver divergências, vamos acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) para fazer um parecer comparativo entre os dois”, informou o deputado.

Procurar a AGU foi uma sugestão do ex-coordenador geral de Políticas Remuneratórias do Ministério da Saúde, o consultor Fábio Maia, que participou da audiência. “O parecer da AGU é o que o Ministério da Saúde termina cumprindo, porque tem força regulatória. Então, é uma forma de chegar em um entendimento”, destacou Maia.

Sérgio Xavier

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