Tomada quente e disjuntor desarmando? Crea-BA orienta quando avaliar a instalação elétrica de casa
Engenheira eletricista explica como identificar sinais de alerta e o que conferir antes de instalar ar-condicionado, chuveiro ou forno elétrico
Tomadas que esquentam, cheiro de queimado, lâmpadas piscando e disjuntores que desarmam com frequência são sinais de que a instalação elétrica da casa precisa de avaliação. Esses problemas podem indicar sobrecarga, mau contato ou falhas na fiação, explica a engenheira eletricista Raissa Matos, conselheira do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA). As orientações marcam o Dia do Engenheiro Eletricista, celebrado em 23 de novembro.
Em imóveis com instalações antigas, vale avaliar a rede mesmo quando os aparelhos parecem funcionar normalmente. A fiação e os circuitos podem ter sido dimensionados para uma demanda menor que a atual. “A instalação elétrica não precisa apresentar um problema grave para merecer atenção”, afirma Raissa.
O que conferir antes de ligar um aparelho novo
Antes de instalar equipamentos de maior potência, como ar-condicionado, chuveiro elétrico ou forno elétrico, a orientação é pedir a um profissional habilitado que avalie se a fiação, os circuitos e os dispositivos de proteção são adequados à carga do aparelho.
A atenção também vale para réguas de tomadas, extensões e benjamins. O número de entradas disponíveis, por si só, não indica quantos aparelhos podem funcionar juntos com segurança. É preciso considerar a potência dos equipamentos e os limites do acessório e do circuito. A sobrecarga pode aquecer a fiação e provocar incêndios.
“Não é porque uma régua tem cinco entradas que a instalação suporta cinco equipamentos ligados ao mesmo tempo, independentemente da potência”, explica.
Como contratar uma avaliação
Ao contratar um serviço de engenharia, o morador deve conferir se o profissional tem registro no Crea e solicitar a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que identifica quem responde tecnicamente pelo serviço, de acordo com a engenheira. A avaliação permite verificar a capacidade da instalação, identificar falhas e indicar as adequações necessárias.
“A mensagem para a população é simples: eletricidade não é lugar para improviso. Buscar orientação profissional é uma forma de prevenir choques, curtos-circuitos, incêndios e, principalmente, proteger vidas”, conclui.
