Eduardo da Fonte apresenta projeto para proteger famílias dos impactos das apostas online

Eduardo da Fonte apresenta projeto para proteger famílias dos impactos das apostas online

Proposta institui Política Pública do Jogo Responsável, estabelece limites para apostas e destina recursos ao tratamento da ludopatia no SUS

O presidente estadual da Federação União Progressista e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP), em conjunto com o deputado federal Lula da Fonte (PP/UP) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 5.317/2026, que institui a Política Pública do Jogo Responsável e cria mecanismos para reduzir os impactos financeiros, sociais e de saúde associados às apostas de quota fixa, conhecidas como bets. A proposta estabelece limites para os valores apostados, amplia a fiscalização sobre as plataformas, disciplina a publicidade do setor e destina recursos para prevenção e tratamento da ludopatia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as principais medidas está a criação de um limite nacional de R$ 100 por dia e R$ 500 por semana para apostas por CPF, considerando todas as plataformas autorizadas no país.

Os operadores deverão utilizar mecanismos integrados de controle para impedir que o apostador ultrapasse os valores estabelecidos, além de classificar os usuários por níveis de risco e adotar medidas preventivas diante de sinais de endividamento, superendividamento ou comportamento associado ao transtorno do jogo.

O projeto também proíbe o uso de cartão de crédito, instrumentos de pagamento pós-pagos ou contas de terceiros para realizar apostas. O aporte deverá ser feito à vista, a partir de conta bancária de titularidade do próprio apostador.

A proposta ainda cria o Cadastro Nacional do Jogo Responsável (CNJR), que permitirá acompanhar registros de autoexclusão, suspensões, tentativas de ultrapassar limites, classificação de risco e outras medidas de proteção, com observância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Outro eixo da proposta é o controle da publicidade. Na televisão aberta, propagandas de apostas somente poderão ser veiculadas entre 22h e 6h. Nas redes sociais, deverão apresentar de forma clara os alertas “apostas causam dependência” e “aposta não é investimento”. A publicidade também não poderá utilizar linguagem, personagens, influenciadores ou elementos de comunicação especialmente atraentes para crianças e adolescentes.

O texto estabelece ainda mecanismos de autoexclusão nacional, permitindo que o cidadão solicite voluntariamente o bloqueio de seu acesso a todas as plataformas autorizadas, por prazo determinado ou indeterminado. Para enfrentar os impactos da ludopatia na saúde pública, o projeto destina 10% da arrecadação das apostas ao Fundo Nacional de Saúde, para financiar ações de prevenção, diagnóstico, atendimento e tratamento dos transtornos relacionados a jogos e apostas no SUS.

“A atividade de apostas é legal no Brasil, mas precisamos garantir que a sua regulamentação venha acompanhada de responsabilidade e proteção às famílias. Não podemos permitir que o endividamento, a dependência e os problemas de saúde causados pelo jogo comprometam o orçamento e a estabilidade dos lares. É preciso estabelecer limites claros, fortalecer a fiscalização e garantir tratamento para quem precisa”, afirmou Eduardo da Fonte.

Foto: Igor Toscano.

Sérgio Xavier

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