Prefeitura do Recife “dribla” publicidade destinada ao turismo e gasta milhões para promover gestão João Campos (PSB)
De acordo com reportagem publicada pelo jornalista Manoel Medeiros, a campanha “Recife, faz gosto mostrar pro mundo” já consumiu R$ 18,9 milhões em apenas 7 meses de 2026, superando em R$ 3 milhões e 300 mil, o orçamento anual de R$ 15,6 milhões previsto em Lei Orçamentária (LOA). Agências como a Correa & Correa (R$ 5,82 milhões), BCO Propaganda (R$ 5,42 milhões) e Ampla (R$ 3 milhões) foram contratadas para exibir na TV, streamings e redes sociais conteúdos sobre “4 novas pontes”, “100 novas creches” e “novo Hospital da Criança”, propaganda institucional da gestão, não atração turística. Somando publicidade institucional e a promoção turística, a administração Victor Marques (PCdoB) já desembolsou R$ 57,2 milhões em campanhas publicitárias, um recorde no histórico municipal de desembolsos para divulgação.
O que era para ser um convite ao turista para visitar e conhecer o Recife, se tornou combustível na máquina de propaganda política da gestão do ex-prefeito João Campos (PSB). Dados do portal de transparência municipal, apontam que a Prefeitura do Recife empregou recursos destinados à “promoção turística” para financiar campanhas publicitárias exaltando a passagem de João Campos (PSB), pré-candidato ao governo, pela prefeitura.
O desvirtuamento viola frontalmente a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que define a rubrica para “fomentar divulgação das potencialidades turísticas” mediante eventos, palestras e ações de fortalecimento do setor. Vender pontes, creches e hospitais, serviços públicos restritos à população local, em comercial “turístico” é operacionalmente absurdo: turistas potenciais residem fora do Recife e não consomem creches. Além disso, os dados são inflacionados: a gestão anunciou “100 novas creches” mas apenas 15 foram efetivamente inauguradas pela rede pública; as demais são 92 unidades privadas incluídas por chamamento com irregularidades documentadas. A publicidade omite esses dados enquanto exagera conquistas, configurando propaganda enganosa com verba pública.
